Vizinhos da Carbocloro aderem ao simulado de vazamento
       

O Treinamento Coletivo de Segurança da Carbocloro mobilizou cerca de 60 moradores das imediações com a simulação de vazamento de cloro e acionamento de alarme às 9h30 na manhã desta quarta-feira, 30 de julho. As pessoas que se dispuseram a deixar suas residências foram encaminhadas para a Unidade Municipal de Ensino (UME) Rio Grande do Sul e lá permaneceram até o encerramento da operação, às 11 horas, com breves palestras dos principais organizadores. O objetivo era detectar possíveis falhas na prestação de socorro àqueles que seriam potenciais inaladores do gás.

O evento, em sua segunda edição para moradores (o primeiro ocorreu em 2000), foi coordenado pelo Plano de Auxílio Mútuo das Indústrias (PAM), sob a responsabilidade de Orlando Carvalho. Congregando 28 empresas e 10 órgãos públicos, o PAM levantou, no total de domicílios dos cinco quarteirões do Conjunto Marechal Rondon e do Jardim das Indústrias, a existência de 244 moradores. Treinamentos internos ocorrem quatro vezes por ano. 

Na UME, o gerente geral da Carbocloro, Márcio de Abreu, aproveitou para agradecer a participação das pessoas e o "esforço adicional" de cada um por se  manter no local. A psicomotrista Janete Marques dos Santos, residente à Rua Marcílio Gonçalves Torres, 74, Conjunto Marechal Rondon, sentada em uma das cadeiras colocadas no pátio da Escola para os participantes, disse já ter vivido a experiência de lidar com um vazamento há cerca de 20 anos: "Na hora, só sei que saí a mil", explicou.

Sem correria - O simulado não chegou a provocar correrias, embora uma fumaça esverdeada pudesse ser vista do outro lado do Rio Cubatão no momento em que o alarme disparava. Faixas estrategicamente penduradas anunciavam o treinamento e sua respectiva data. Não faltou nem o caminhão do Corpo de Bombeiros, nem um helicóptero da Polícia Militar (PM) sobrevoando o local. Viaturas dessa corporação, da Companhia Municipal de Trânsito (CMT), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de várias indústrias se movimentaram nas vias reservadas para a operação, enquanto os elementos de equipes encarregadas de evacuar as casas eram facilmente identificáveis por coletes, capacetes, máscaras, rádios de escuta e demais equipamentos.

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil de Cubatão, Levindo dos Santos Filho, ocupado em fazer com que as pessoas saíssem de suas casas, cada litro de cloro, ao vazar, se expande cerca de 455 vezes. "Se a pessoa não sair o mais rápido possível, ela pode morrer, os efeitos são muito intensos", disse. Com um colete que o identificava como avaliador, o integrante do Conselho Consultivo de Qualidade, Wellington Pinheiro, ocupava-se de anotar detalhes do desempenho dos envolvidos no trabalho, depois de atentar para o horário de chegada das viaturas identificadas ao local da operação, a partir do acionamento do alarme. Da mesma forma procediam pessoas integradas em diversas equipes. 

Se nem todos os moradores se dignaram a deixar seus afazeres em casa para irem à UME, o treinamento serviu para alertá-los quanto ao perigo. Muitos saíram às ruas para presenciar a movimentação. Atraída para o teatro das operações, a aposentada Marion Silva Mato Grosso, moradora da Rua Artur Bernardes, 648, Parque Fernando Jorge, disse que se ouvisse o alarme "sairia correndo para procurar informações adequadas do que fazer". E aproveitou para registrar várias cenas das equipes de operação por meio de sua câmera fotográfica.

 

Departamento de Imprensa  -30 /7 /2008
2008.7.30-Carbocloro, Vazamento Simulado, CR.doc  – Zanza 6

Fotos: Aderbau Gama/Depto. de Imprensa/PMC >FOTO 1<  >FOTO 2<  >FOTO 3<

 

 

 

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