Telas do pintor Jean Luciano são tombadas como Patrimônio Cultural de Cubatão

 

O decreto nº 9.239 de 23 de julho de 2008, publicado no jornal A Tribuna de 29 de julho de 2008, dispõe sobre o tombamento das telas pintadas pelo artista Jean Ange Luciano. As três telas pintadas pelo artista, pertencentes ao acervo da Prefeitura Municipal de Cubatão, foram tombadas como patrimônio cultural da cidade por seu interesse cultural e artístico, através do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Cubatão (Condepac).

Segundo o presidente do Conselho, Welington Ribeiro Borges, o tombamento das telas garante a proteção e a preservação dos bens para as futuras gerações. Além disso, considera importante que as telas sejam expostas ao público, garantindo o acesso da população à arte e à história de Cubatão.

As telas tombadas são: Martim Afonso de Souza no Porto de Piaçaguera (reprodução da tela de Benedito Calixto de Jesus, demonstrando a chegada de Martim Afonso de Souza em terras que viriam a ser as duas primeiras sesmarias brasileiras. O colonizador é recebido por João Ramalho, que o guiou a Piratininga, em 1552 (dimensões da tela 2,00m x 1, 95m – técnica: óleo sobre tela – data: 1974); o Retrato de Martim Afonso de Souza (reprodução de tela de José Wasth Rodrigues – dimensões da tela: 1,50m x 1,50m – técnica: óleo sobre tela - data: 1974) e o Menino Felipe (retrata a cidade de Cubatão na perspectiva de Afonso Schimidt através de sua obra Zanzalá, sendo o quadro premiado dentro das comemorações da VIII Semana Afonso Schimidt – dimensões da tela: 1,40m x 1,31m – técnica: óleo sobre tela – data: 1977).

 

Jean Luciano - O pintor, que vive na França, é bem conhecido pelos cubatenses, pois viveu na Cidade durante cinco anos. "Morei em Cubatão, na Rua Maranhão, no bairro Vila Santa Rosa, tenho uma ligação muito forte com a Cidade e vários amigos aqui". Jean veio para o Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro, em 1960. O diploma de Desenho mecânico proporcionou-lhe trabalho nas indústrias de Taubaté e de São Paulo.

Apaixonado pelo mar, o artista transferiu-se para Santos, onde ficou até 1968. Posteriormente, radicou-se em Cubatão, onde residiu até 1972.

Em 1974, abriu uma exposição em que retratou, em 50 desenhos em bico-de-pena, a cidade de Cubatão na perspectiva de Afonso Schimidt, por meio da obra Zanzalá, dentro das comemorações do V Semana Afonso Schimidt.

Jean Luciano alcançou notoriedade na França, Espanha, Portugal e Itália, somando uma centena de exposições coletivas e individuais, sempre com desenho a bico-de-pena.

Em 1977, o artista plástico Jean Ange Luciano, foi o vencedor do Prêmio Afonso Schimidt, com um quadro que retratou o Menino Felipe. A obra se tornou um símbolo por fazer uma síntese dos escritos do principal literato cubatense, atualmente, decora o Bloco Cultural do Paço Municipal de Cubatão.

 

Departamento de Imprensa  -30  / 07 /2008
20080730-Tombamento dasTelas de Jean Luciano-ALSB-doc- Zanza 6

Fotos: -Carlos Moura- Adalberto Medeiros/Depto. de Imprensa/PMC >FOTO 1<  >FOTO 2<  >FOTO 3<

 

 

 

 

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