Em
1985, escorregamentos na Serra do Mar, em Cubatão, expuseram
centenas de ravinas, mostrando o perigo a que estava sujeita a
população de Cubatão no caso de corridas de lama. Estoques de
produtos altamente tóxicos no complexo industrial e enchentes
punham em risco a vida do Município. Pressionado pela opinião
pública, o Governo do Estado de São Paulo criou uma Comissão
Especial para Recuperação da Serra do Mar. Dentro dessa Comissão,
surgiu o projeto de recompor a vegetação da Serra para
conter erosão e escorregamentos. Por iniciativa das
industrias, gramíneas, principalmente brachiaria, foram
plantadas. Por sugestão do Instituto de Botânica, o plantio de
gramíneas foram interrompido e substituído pela reintrodução
de plantas nativas da própria Serra. Dadas as dificuldades de
obtenção de sementes e mudas, topografia e clima do local, várias
técnicas foram utilizadas. Após dois anos e meio, os
resultados verificados foram satisfatórios, estando a vegetação
introduzida da mesma altura e confundindo com a anteriormente
existente. Paralelamente ao plantio, vários projetos de
pesquisa desenvolveram-se. Plantas colonizadoras, como briófitas
e pteridófitas, foram identificadas e seu comportamento e
distribuição em diferentes níveis de poluição foram
registrados. Cento e trinta plantas freqüentes no Estado de São
Paulo foram selecionadas para os locais expostos à poluição
mais intensa e vinte espécies mais sensíveis, em processo de
extinção, foram relacionadas sendo aconselhável sua manutenção
em viveiros e posterior reintrodução na Serra em condições
de controle de poluição. O desenvolvimento das plantas arbóreas
nativas utilizadas (3 metros de altura após 3 anos) é superior
a resultados obtidos com plantas exóticas de crescimento rápido,
como Pinus e Eucaliptus, sendo portanto possível a recuperação
da vegetação sem a descaracterização da paisagem. Estudos
sobre Mata Atlântica foram intensificados mas pesquisas
adicionais sobre florestas tropicais ainda são necessários.
Novos métodos, como o uso de aviões, estão sendo utilizados
para acelerar o trabalho de plantio. Somente o controle da poluição
dará condições para um bom resultado de desenvolvimento e
permanência da vegetação na Serra de Cubatão, propiciando
maior estabilidade as encostas. Em relação aos recursos hídricos
da região a situação já crítica. Relatórios da CETESB e
reportagem em jornais locais, mostram a situação de poluição
dos rios apontando indústrias e núcleos habitacionais como
principais responsáveis. Controle de poluição aquática e
medidas de recuperação ambiental são previstas pela legislação.
Imagens
satélites mostram áreas onde a vegetação ciliar precisa ser
recuperada para diminuir a perda do solo nas margens e alimentar
a vida aquática.
Pesquisa
realizada pôr:
Sandro
Magno/Portal de Cubatão.
Origem
bibliográfica:
Considerações
Gerais
Agosto/1980
Prof.
Dr. Antonio Garcia