O QUE É RECICLAGEM?

Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-los no ciclo de produção de que saíram. E o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão foi rejeitado.  

Reciclar outro termo usado, é na verdade fazer a reciclagem.

O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.

COMO RECICLAR?

         Com a colaboração do consumidor, podemos facilitar ainda mais o processo de reciclagem. A reciclagem do material é muito importante, não apenas para diminuir o acúmulo de dejetos, como também para poupar a natureza da extração inesgotável de recursos. Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente.

Passo a passo:

1. Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não adianta separar, por exemplo: plástico, se a entidade só recebe papel.

2. Para uma coleta de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja exemplo de materiais recicláveis:

- Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.

- Vidros: garrafas, copos, recipientes.

- Metal: latas de aço e de alumínio’, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.

- Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Atenção:

Os objetos reciclados não serão transformados nos mesmos produtos. Por exemplo, garrafas recicláveis não serão transformadas em outras garrafas, mas em outros materiais, como solados de sapato.

Porque alguns materiais reciclados não pode voltar a sua origem ?  Devido ao processo de reciclagem  os materiais passam por uma transformação e mutação em suas estruturas, são transformados em qualquer objeto de segunda necessidade:  Exemplo: Copo plastico é produto de higiene, após reciclado não pode voltar ser copo descartável, pois sua primeira fabricação sofreu um processo especial para fabricar o copo com total higiene e a ligar que gerou o plástico era próprio para o processo de fabricação do mesmo, já na reciclagem é feito uma triagem e vários tipos de plástico são separados para serem tornando-se uma única massa com vários tipos de liga plástica.

PORQUE RECICLAR?

         A quantidade de lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg.  
* Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.
* Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia.
* O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e pelo perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas,etc.  

Tipos de Lixo:

-         Doméstico (alimentos)
-         Industrial (carvão mineral, lixo químico, fumaças)  
-         Agrícola (esterco, fertilizantes)  
-         Hospitalar  
-         Materiais Radioativos ( indústria medicina...)  
-         Tecnológico (TV, rádios)  


Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário. A fermentação produz dois produtos: o chorume e o gás metano.  
Menos de 3% do lixo vai para as usinas  de compostagem(adubo).  
O lixo hospitalar, por exemplo, deve ir para os incineradores.  
Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado!!  

Por quê?
  Porque reciclar é 15 vezes mais caro do que jogar o lixo em aterros.

  Nos países desenvolvidos como a França e Alemanha, a iniciativa privada é encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino do lixo e o consumidor também tem que fazer sua parte. Por exemplo, quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, é preciso entregar a usada.  


Uma garrafa plástica ou vidro pode levar 1 milhão de anos para decompor-se. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. Porém todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria prima, sem perder as propriedades.  

Separando todo o lixo produzido em residências, estaremos evitando a poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Além disso, estaremos poupando a meio ambiente e contribuindo para o nosso bem estar no futuro, ou você quer ter sua água racionada, seus filhos com sede, com problemas respiratórios.

Algumas Vantagens:

  • Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar.
  • Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita.
  • Quantas latinhas de refrigerantes você já jogou até hoje?
  • Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.

Agora imagine só os aterros sanitários: quanto material que está lá, ocupando espaço, e poderia ter sido reciclado!

 

  • Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do solo.
  • Melhora a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar o lixo, dificilmente o joga nas vias públicas.
  • Gera renda pela comercialização dos recicláveis. Diminui o desperdício.
  • Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da Prefeitura.
  • Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.

ONDE RECICLAR?

No Brasil existem unidades industriais com capacidade instalada para reciclar resíduos, e qualquer outro material que possa ser reciclado. Distribuídas de norte a sul do país, estas unidades são empresas transformadoras de matérias-primas, fabricantes de embalagens, retomadores e recicladores.

O QUE RECICLAR?

Temos diversos tipos de materiais, que podem ser reciclados, devemos tomar cuidado pois alguns materiais existentes não podem ser reciclados. 

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado:

 

Reciclável                                             Não-Reciclável também chamado de Rejeitos

 

Papel

jornais e revistas                                  etiqueta adesiva

folhas de caderno                                 papel carbono

formulários de computador                    fita crepe

caixas em geral                                    papéis sanitários

aparas de papel                                   papéis metalizados

fotocópias                                            papéis parafinados

envelopes                                            papéis plastificados

provas                                                 papéis sujos

rascunhos                                            guardanapos

cartazes velhos                                     bitucas de cigarro

papel de fax                                        fotografias

 

 

Metal

 

lata de folha de flandres (lata de óleo,
salsicha, leite em pó etc)                        

lata de alumínio                                    

sucatas de reformas                              esponjas de aço
canos

 

Vidros

 

embalagens                                         espelhos

garrafas de vários formatos                   vidros planos

copos                                                  lâmpadas
cerâmica
porcelana
tubos de TV - gesso

 

Plástico

 

embalagem de refrigerante                    cabo de panela

embalagem de material de limpeza        tomadas

copinho de café                                    embalagem de biscoito

embalagem de margarina
canos e tubos
sacos plásticos em geral                        misturas de papel, plásticos e metais

 

RECICLAR PAPEL:

Significa fazer papel empregando como matéria-prima papéis, cartões, cartolinas e papelões, provenientes de:

  • Rebarbas geradas durante os processos de fabricação destes materiais, ou de sua conversão em artefatos, ou ainda geradas em gráficas;
  • Artefatos destes materiais pré ou pós-consumo

Atualmente, a matéria-prima vegetal mais utilizada na fabricação do papel é a madeira, embora outras também possam ser empregadas. Estas matérias-primas são hoje processadas química ou mecanicamente, ou por uma combinação dos dois modos, gerando como produto o que se denomina de pasta celulósica, que pode ainda ser branqueada, caso se deseje uma pasta de cor branca. A pasta celulósica, branqueada ou não, nada mais é do que as fibras celulósicas liberadas, prontas para serem empregadas na fabricação do papel.

A pasta celulósica também pode prover do processamento do papel, ou seja, da reciclagem do papel. Neste caso, os papéis coletados para esse fim recebem o nome de aparas. O termo apara surgiu para designar as rebarbas do processamento do papel em fábricas e em gráficas e passou a ter uma abrangência maior, designando, como já foi dito, todos os papéis coletados para serem reciclados.

As aparas provém de atividades comerciais, e em menor quantidade de residências e de outras fontes, como instituições e escolas.

As aparas de papel podem ser recolhidas por um sistema de coleta seletiva, ou por um sistema comercial, utilizado há anos, que envolve o catador de papel e o aparista.

Hoje, a força que propulsiona a reciclagem de papel ainda é econômica, mas o fator ambiental tem servido também como alavanca.

A preocupação com o meio ambiente criou uma demanda por "produtos e processos amigos do meio ambiente" e reciclar papel é uma forma de responder a esta demanda.

Assim, os principais fatores de incentivo à reciclagem de papel, além dos econômicos, são: a preservação de recursos naturais (matéria-prima, energia e água), a minimização da poluição e a diminuição da quantidade de lixo que vai para os aterros. Dentre estes, certamente o último é o que tem tido maior peso nos países que adotam medidas legislativas em prol da reciclagem.

RECICLAR PLÁSTICO:

Plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo.

Quando o lixo é depositado em lixões, os problemas principais relacionados ao material plástico provêm da queima indevida e se controle. Quando a disposição é feita em aterros, os plásticos dificultam sua compactação e prejudicam a decomposição dos materiais biologicamente degradáveis, pois criam camadas impermeáveis que afetam as trocas de líquidos e gases gerados no processo de biodegradação da matéria orgânica.

Sendo assim, sua remoção, redução ou eliminação do lixo são metas que devem ser perseguidas com todo o empenho. A separação de plásticos do restante do lixo traz uma série de benefícios à sociedade, como, por exemplo, o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos, economia de energia, etc.

Divisão dos Plásticos

Os plásticos são divididos em duas categorias importantes: termofixos e termoplásticos.

Os termofixos, que representam cerca de 20% do total consumido no país, são plásticos que , uma vez moldados por um dos processos usuais de transformação, não podem mais sofrer mais novos ciclos de processamento pois não fundem novamente, o que impede nova moldagem.

Os termoplásticos, mais largamente utilizados, são materiais que podem ser reprocessados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando submetidos ao aquecimento a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados. Como exemplos, podem ser citados: polietileno de baixa densidade (PEBD); Polietileno de alta densidade (PEAD); poli(cloreto de vinila) (PVC); poliestireno (PS); polipropileno (PP); poli(tereftalato de etileno) (PET); poliamidas (náilon) e muitos outros.

Identificação dos Tipos de Plásticos

Essa metodologia é baseada em algumas características físicas e de degradação térmica dos plásticos.


   
Polietilenos de baixa e de alta densidade:

  • Baixa densidade (flutuam na água);
  • Amolecem à baixa temperatura (PEBD = 85°C; PEAD = 120°C)
  • Queimam como vela, liberando cheiro de parafina;
  • Superfície lisa e "cerosa".


      
    Polipropileno:
  • Baixa densidade (flutuam na água);
  • Amolece à baixa temperatura (150°C);
  • Queima como vela, liberando cheiro de parafina;
  • Filmes, quando apertados nas mãos, fazem barulho semelhante ao celofane.


      
    Poli(cloreto de vinila):
  • Alta densidade (afunda na água);
  • Amolece à baixa temperatura (80°C);
  • Queima com grande dificuldade, liberando um cheiro acre de cloro;
  • É solubilizado com solventes (cetonas).


      
    Poliestireno:
  • Alta densidade (afunda na água);
  • Quebradiço;
  • Amolece à baixa temperatura (80 a 100°C);
  • Queima relativamente fácil, liberando fumaça preta com cheiro de "estireno";
  • É afetado por muitos solventes.


      
    Poli(tereftalato de etileno):
  • Alta densidade (afunda na água);
  • Muito resistente;
  • Amolece à baixa temperatura (80°C);
  • Utilizado no Brasil em embalagens de refrigerantes gasosos, óleos vegetais, água mineral, etc.


      Outros

Reciclagem primária ou pré-consumo:

É a conversão de resíduos plásticos por tecnologia convencionais de processamento em produtos com caraterísticas de desempenho equivalentes às daqueles produtos fabricados a partir de resinas virgens. A reciclagem pré-consumo é feita com os materiais termoplásticos provenientes de resíduos industriais, os quais são limpos e de fácil identificação, não contaminados por partículas ou substâncias estranhas.

Reciclagem secundária ou pós-consumo:

É a conversão de resíduos plásticos de lixo por um processo ou por uma combinação de operações. Os materiais que se inserem nesta classe provêm de lixões, sistemas de coleta seletiva, sucatas, etc. são constituídos pelos mais diferentes tipos de material e resina, o que exige uma boa separação, para poderem ser aproveitados.

Reciclagem terciária:

É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis. 

 

 

 

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