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Administração vai instalar repartições no Edifício Castro
Quinta-Feira, 20 de Outubro de 2005, 07:53
Da
Sucursal - Atribuna
Conhecidos popularmente como ‘‘as torres gêmeas de Cubatão’’, os
dois blocos com 80 apartamentos em dez andares do Edifício Castro
serão ocupados por repartições públicas, ainda este ano. O
secretário Municipal de Administração, Adilson Antonio, disse que,
depois de ouvir uma comissão de secretários, o prefeito Clermont
Castor determinou o uso desses apartamentos — vazios há cerca de
dez anos — por repartições de secretarias e serviços municipais
que precisam de espaço para se expandir.
Segundo Adilson Antonio, o prefeito mandará reformar toda a parte
elétrica e os elevadores e adaptar os 80 apartamentos de dois
quartos, conforme a necessidade de cada setor a ser instalado no
local. Para reduzir gastos, a ocupação começará pelos andares mais
baixos e sobrelojas. Nas lojas já funcionam o Cartório Eleitoral,
a Secretaria de Assistência Social e outras repartições.
No topo das duas torres estão instaladas as principais antenas de
recepção de transmissão via-rádio. O secretário de Administração
quer interligar a Prefeitura e o Setor Municipal de Informática,
via fibra ótica, a esses prédios. Via rádio, o setor se comunicará
com computadores instalados nas escolas e demais repartições.
Com a ocupação paulatina no prédio, haverá redução de despesas com
aluguéis pagos pela Prefeitura em outros imóveis onde estão
diversas secretarias municipais.
Mais altos
Os edifícios são conhecidos até hoje como as construções mais
elevadas da Cidade. Possuem quatro elevadores. Nos anos 70, os
dois blocos chegaram a ser ocupados por moradores, lojistas,
médicos e advogados, que utilizaram lojas e sobrelojas.
O prédio tinha também um cinema. Na década de 80, acabou invadido.
Por sugestão do falecido vereador Wilson Alves Pereira, foi
desapropriado pela administração Nei Serra. O ex-prefeito também
instalou repartições nas lojas e sobrelojas, denominando a área de
Rua da Cidadania.
Os invasores foram desalojados e a Prefeitura não conseguiu mais
encontrar meios de ocupá-lo, porque a manutenção dos elevadores
importava em despesas elevadas para a classe média local.
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