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Ministros do Tribunal Superior do Trabalho visitam Cubatão -
11/03/05
“É preciso
negociar até a exaustão”. Esta sugestão foi colocada com muita
propriedade na manhã desta sexta-feira (11/03), pelos ministros do
Tribunal Superior do Trabalho, Brito Melo Pereira e Gelson de
Azevedo, durante palestra com diversos empresários do Pólo
Industrial de Cubatão e da Baixada Santista, no auditório da
Confederação das Industrias do Estado de São Paulo – Ciesp de
Cubatão.
Para o ministro Brito
Pereira, o novo formato de dissídio coletivo serve para mostrar
que a Lei de Modernização Portuária procurou incutir a real
importância da negociação coletiva. “Na minha visão a lei tem nas
suas entranhas a idéia de fortalecer o entendimento entre as
partes envolvidas. O dissídio coletivo só se justifica quando são
esgotadas todas as formas de negociações”. Os entendimentos na
gestão portuária de Santos mostram também que, o sucesso nas
negociações e dissídios sujperam alguns obstáculos”, declarou.
Também favorável ao
entendimento, o ministro Gelson de Azevedo foi taxativo: “O
principal objetivo do TST é, através do acordo, dirimir conflitos.
No entanto, para que isso aconteça com sucesso, é preciso que, nós
ministros, tenhamos uma visão macrocósmica da atividade econômica
que estamos sugerindo o acordo”, afirmou.
Para ilustrar a
palestra, Gelson de Azevedo falou do processo de modernização do
Porto de Santos, quando diversos dissídios, coletivos ou não foram
colocados à mesa de megociação. “Embora este processo já venha
ocorrendo há cerca de 12 anos, quando foi instituída a lei 8.630,
e que provocou a redução do número de trabalhadores do Porto de
Santos, não dá para negar que a modernização do porto foi e
continua sendo extremamente necessária para o desenvolvimento do
Brasil”.
Azevedo disse ainda
que, em função dessa modernização, o TST não pode ser visto como o
algoz das mudanças portuárias. Por isso, o acordo coletivo é visto
como o instrumento mais justo para solucionar problemas das
relações trabalhistas.
“A modernização é
necessária em todos os segmentos, sejam eles sociais ou econômicos
e isso provoca, com certeza, desajustamentos trabalhistas. No
setor bancário, por exemplo, a modernização já provocou a perda de
mais de 600 mil postos de trabalho. Isso tem exigido das pessoas
mais estudo, capacitação e maior conhecimento do processo de
modernização pelo qual passo o mundo”, finalizou.
Desenvolvimento
Portuário: Aproveitando a oportunidade, o secretário municipal
de Indústria, Comércio, Porto e Desenvolvimento, Ricardo Lascane
pediu ao ministro Gelson de Azevedo, gestões junto a pasta de
transportes, no sentido de abrir caminhos para que Cubatão também
tenha novos empreendimentos. “Hoje temos áreas e muita vontade de
crescer, precisamos de ajuda”, disse.
A visita a Cubatão
contou também com as presenças da juiza da 2º Região do Tribunal
Regional do Trabalho, doutora Vânia Paranhos; do prefeito de
Cubatão, Clermont Silveira Castor; do vice-prefeito e secretário
de Ação Governamental Raimundo Valter Pinheiro, além de diretores
e gerentes das empresas do Pólo Industrial e da Baixada Santista.
Gerência de
Comunicação Social
Repórter -Francisco Carlols dos Santos Mtb20.900 11/03/2005
Foto: Aderbau Gama / PMC
Foto: Aderbau Gama / PMC


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